SEJURI – Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social

Grupo reflexivo na Penitenciária Sul de Criciúma promove conscientização e responsabilização de internos

A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), por meio da Polícia Penal de Santa Catarina, iniciou nesta terça-feira (15) mais uma edição do Grupo Reflexivo na Penitenciária Sul, em Criciúma. A ação reúne 19 internos em uma programação voltada à conscientização, responsabilização e prevenção da violência contra a mulher.

Com o tema “Quebrando Ciclos: combate à violência contra a mulher”, a iniciativa será realizada ao longo de três dias, com palestras e atividades conduzidas por profissionais do Judiciário, Ministério Público e áreas técnicas, como psicologia e assistência social.

O grupo reflexivo é uma das estratégias adotadas pela Polícia Penal em diversas unidades do estado, com foco na mudança de comportamento e na redução da reincidência criminal. Durante os encontros, os participantes são convidados a refletir sobre atitudes, compreender as consequências de seus atos e construir novas formas de convivência baseadas no respeito.

Essas iniciativas passaram a ser estruturadas como um projeto dentro das unidades prisionais que integram o Programa Catarinas Por Elas, ampliando o alcance das políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero. A proposta é fortalecer ações educativas e reflexivas voltadas a presos envolvidos em crimes relacionados à violência doméstica e de gênero, contribuindo para a mudança de comportamento e para a prevenção de novos casos.

A secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, destaca a importância da iniciativa. “Trabalhar a responsabilização e a mudança de comportamento é fundamental para romper ciclos de violência. O sistema prisional também é um espaço de transformação, e ações como o grupo reflexivo contribuem diretamente para a redução da reincidência e para a construção de uma sociedade mais segura”, afirma.

A juíza de Direito Dra. Débora Driwin Rieger também ressalta o papel do conhecimento e da reflexão no enfrentamento à violência. “É fundamental desmistificar a legislação e promover o entendimento sobre os direitos das mulheres e as consequências legais da violência. A informação é uma ferramenta importante para a mudança de comportamento”, pontua.

A diretora da unidade, Juliana Borges Medeiros, destaca o impacto da iniciativa no ambiente prisional. “O grupo reflexivo contribui para um ambiente mais seguro dentro da unidade e para a construção de novas perspectivas para esses internos. É um trabalho que envolve responsabilidade, escuta e transformação”, afirma.

A programação inclui temas como a Lei Maria da Penha, construção da masculinidade, comunicação não violenta, conceitos de violência doméstica, responsabilização, autocontrole emocional e a cultura do machismo.

A proposta busca ir além do cumprimento da pena, promovendo espaços de diálogo e aprendizado que contribuam para a reintegração social dos internos e para a construção de uma sociedade mais segura.

A ação conta com a parceria de instituições e profissionais que atuam diretamente na rede de proteção às mulheres, fortalecendo a integração entre o sistema de justiça e a execução penal em Santa Catarina.

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