Santa Catarina Revoluciona Segurança em Presídios com Scanners Corporais

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou ilegal a revista íntima manual em presídios, permitindo exceções em casos específicos. A Corte estabeleceu um prazo de 24 meses para que todas as unidades prisionais do país adotem tecnologias como scanners corporais, esteiras de raio-X e portais detectores de metais para substituir o procedimento tradicional.
Santa Catarina saiu na frente desse processo e começou a implementar os scanners corporais em seus presídios ainda em 2017. Em 2022, todas as unidades prisionais do estado já contavam com a tecnologia, tornando-se referência nacional ao eliminar a revista íntima manual e garantir um sistema mais moderno e seguro.
Atualmente, o estado conta com uma população carcerária de 28,1 mil detentos, que recebem mais de 1500 visitantes por dia, um total de 560 mil visitantes no ano de 2024.
Antes da implementação dos scanners, as visitas eram submetidas a procedimentos vexatórios, que incluíam a necessidade de retirada de roupas e inspeções físicas minuciosas. Com a nova tecnologia, o processo se tornou mais ágil, seguro e humanizado, eliminando traumas para os familiares e fortalecendo os direitos humanos.
O uso dos scanners corporais permitiu uma fiscalização mais eficiente, reduzindo drasticamente as tentativas de entrada de drogas, celulares e outros materiais proibidos. De acordo com dados da Secretaria de Justiça e Reintegração Social, a identificação de itens ilícitos aumentou significativamente após a adoção da tecnologia, sem a necessidade de contato físico ou constrangimentos para os visitantes.
Além disso, a modernização dos protocolos de segurança contribuiu para um ambiente carcerário mais estável, com impactos positivos tanto para os Policiais Penais quanto para os detentos. Relatos indicam que a nova abordagem fortaleceu os laços familiares, já que muitos visitantes, antes receosos em passar pela revista íntima convencional, passaram a comparecer com mais frequência às unidades prisionais.
Santa Catarina se destaca, assim, como um modelo de modernização e respeito aos direitos humanos no sistema prisional brasileiro, demonstrando que tecnologia e segurança podem caminhar juntas para um ambiente mais justo e eficiente.
Foto: Jaqueline Noceti/SEJURI